Witzel diz que é preciso combater crime com 'máxima dureza' e nega política de confronto



Um dia depois de polêmica operação que terminou com oito mortos e denúncias sobre uso de helicópteros para atirar para baixo no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, o governador Wilson Witzel afirmou que é preciso combater o crime com “máxima dureza”.


“Muitos confundem a contundência necessária no combate a narcotraficantes que tomaram como reféns os moradores desse estado. E contra a máfia das milícias. São mafiosos, sim.


Não é possível combater tudo isso sem a máxima dureza contra o crime organizado”, afirmou o governador durante evento de 74 anos da vitória contra Exércitos fascistas e nazistas na Segunda Guerra Mundial.


Ele agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro, que também estava no evento, e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, pelo apoio no combate ao crime.


“Para enfrentar esses terroristas, o estado do Rio de Janeiro tem contado com apoio do presidente Jair Bolsonaro, do ministro Sérgio Moro, para combater o crime organizado que começa a se alastrar para fora das bandeiras do nosso estado. O crime organizado é um câncer agressivo em estado avançado”, disse o governador.


Witzel também afirmou que os índices de criminalidade tem diminuído no estado.

“Estamos reduzindo homicídios dolosos e a letalidade violenta”, enumerou. No entanto, as mortes por intervenção de agentes do estado chegaram ao seu maior número em 20 anos no primeiro trimestre: foram 434 em 2019, contra 368 em 2018.


Apesar dos 13 mortos apenas nos últimos dias em operações, Witzel negou que sua política de segurança seja apenas de confronto.


“Se engana quem acha que a política de segurança do Rio está baseada somente no confronto. Estamos investindo em inteligência, no laboratório de lavagem de dinheiro”, finalizou Witzel.


Fonte G1

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