Mais de 11 mil casos de violência contra mulher foram registrados em 2018 no sul do Rio


Mais de 11 mil casos de violência contra a mulher foram registrados no ano de 2018 no Sul do Estado. As informações são do Dossiê Mulher, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública. Nesta quarta-feira (7), a Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres em casos de agressão, completa 13 anos e as estatísticas ainda preocupam.


O caso mais recente na região foi o da moradora de Barra Mansa, morta pelo companheiro no fim de julho. Vanessa Sabino, de 30 anos, foi espancada pelo ex-marido com uma panela de pressão e garrafas quebradas.


O casal estava em processo de de separação , mas vivia na mesma casa. Depois de 11 dias internada, ela não resistiu aos ferimentos e morreu, na Santa Casa. O agressor, Moisés Augusto Dias de Oliveira, de 32 anos fio preso e vai responder por feminicídio.


A história da Vanessa foi mais um caso que entrou para estatística. No ano passado foram seis em toda a região. Em Barra do Piraí foram duas mortes, em Resende e Barra Mansa uma, e em Porto Real foram duas mortes por violência contra a mulher.


De janeiro a junho do mesmo período foram registrados 18 casos de tentativa de feminicídio na região. No primeiro semestre deste ano, foram 23 tentativas.


De acordo com o Dossiê Mulher, as mais de 11 mil ocorrências de violência contra a mulher, registradas em 2018, representam um aumento de 8% em comparação com 2017.


A violência é retratada em números a partir dos registros feitos na delegacia e reunidos pelo documento. O estudo traçou também o perfil das vítimas, o tipo de crime e quem são os agressores:

  • Mulheres entre 30 e 59 anos

  • Mais solteiras do que casadas

  • Mulheres brancas e com ensino médio completo

  • As agressões acontecem dentro de casa por pessoas próximas das vítimas

  • Agressores são companheiros ou ex-companheiros

  • Agressões verbais são as mais registradas

  • Violência psicológica é a mais frequente, acompanhada de ameaça

Para a delegada Ana Carla Nepomuceno, as vítimas devem fazer o registro e procurar proteção. "Qualquer que seja a violência, ela deve procurar imediatamente a delegacia de polícia para realizar o registro de ocorrência. É muito importante que essa mulher solicite as medidas protetivas de não aproximação do agressor e que ela não deixe essa violência se agravar. Que ela não caia no ciclo da violência".


Fonte G1

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