Governo suspende a venda de 32 marcas de azeite de oliva fraudado


O Ministério da Agricultura suspendeu a comercialização de 32 marcas de azeites de oliva por terem sido adulteradas. Nesta etapa, foram identificados 59 lotes com irregularidades. A maior parte das fraudes foi feita com a mistura com óleo de soja e óleos de origem desconhecida. Houve redução na comparação com a ação divulgada em abril de 2018, quando a fraude envolveu 46 marcas, informa o ministério, em comunicado.


Veja a lista:

  1. Aldeia da Serra

  2. Barcelona

  3. Casa Medeiros

  4. Casalberto

  5. Conde de Torres

  6. Dom Gamiero

  7. Donana

  8. Flor de Espanha

  9. Galo de Barcelos

  10. Imperador

  11. La Valenciana

  12. Lisboa

  13. Malaguenza

  14. Olivaz

  15. Olivenza

  16. One

  17. Paschoeto

  18. Porto Real

  19. Porto Valencia

  20. Pramesa

  21. Quinta da Boa Vista

  22. Rioliva

  23. San Domingos

  24. Serra das Oliveiras

  25. Serra de Montejunto

  26. Temperatta

  27. Torezani

  28. Tradição

  29. Tradição Brasileira

  30. Três Pastores

  31. Vale do Madero

  32. Vale Fértil

Conforme comunicado, as fiscalizações que detectaram as 32 marcas irregulares são resultantes da Operação Isis, iniciada em 2016. No entanto, essas marcas referem-se a coletas realizadas em 2017 e 2018. A avaliação é lenta pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (podem apresentar dois recursos) e julgamentos desses recursos em duas instâncias administrativas. O nome da operação é uma referência à deusa do antigo Egito que detinha o conhecimento sobre a produção das oliveiras.


O Coordenador de Fiscalização de Produtos Vegetais, Cid Rozo, diz no comunicado que praticamente não existe mais estoque no mercado desses lotes que foram reprovados, pois os remanescentes foram destruídos após o julgamento dos processos administrativos No entanto, é possível que os consumidores encontrem ainda outros lotes das mesmas marcas.

Embora os supermercados tenham sido alertados quanto às marcas que sistematicamente produzem azeite fraudado, muitos comerciantes ainda insistem em vender esse tipo de produto por causa do baixo preço.


Segundo Rozo, a tendência é de diminuição destas fraudes. "Passaremos a responsabilizar os estabelecimentos que comercializam os produtos fraudados", diz. O coordenador alerta também que os comerciantes devem verificar a procedência do azeite antes de formarem os estoques que serão colocados à venda, verificando se não estão comprando lotes de marcas que cometeram as fraudes apuradas pelo ministério. "Se os supermercados adquirirem e ofertarem os produtos com irregularidades, serão penalizados", alerta.


O Coordenador-Geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, explica que se for verificado algum indício de fraude durante a fiscalização nos estabelecimentos de distribuição, o ministério já determina a suspensão da comercialização no varejo até que sejam realizados exames laboratoriais. Se confirmada a irregularidade, o comerciante, embalador, importador ou produtor podem ser autuados por comercializar produto irregular.


Usualmente, os fraudadores não têm endereço conhecido. Por isso, o governo passou a autuar os supermercados e com essa medida espera-se que seja reduzida a oferta de produtos fraudados. "Estava cômodo para os supermercados justificarem que compraram o produto de um distribuidor e por isso não tinham responsabilidade", explica Caruso.


Fonte Correio

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