Firjan Senai Três Rios ajuda na inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho


O Brasil possui mais de 45 milhões de Pessoas com Deficiência (PCDs), o que representa cerca de 24% da população, conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, no mercado de trabalho elas são apenas 0,9% do total de carteiras assinadas. A boa notícia é que essa realidade vem mudando nos últimos anos graças a uma nova política de contratações das empresas e atuação de instituições que auxiliam o ingresso deste público nas empresas.

De acordo com a Lei 8.213, de 1991, empresas com cem ou mais colaboradores são obrigadas a preencher de 2% a 5% de seus cargos com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados.

Com perda auditiva, Larissa Giarola, de 23 anos, conquistou uma oportunidade em uma empresa do setor alimentício, Ferreira International. Após um período como jovem aprendiz, ela foi contratada para atuar em análises clínicas. “Ao ingressar no curso tive mais dificuldades com a timidez do que pela minha deficiência, já que ao lado sempre havia um profissional da Firjan Senai ajudando quando eu tinha dificuldades. Hoje, estou feliz por conquistar meu primeiro emprego, poder ganhar meu próprio dinheiro e iniciar minha vida profissional”, contou.

Até o ano passado, somente em Três Rios, o Programa Senai de Ações Inclusivas (PSAI) atendeu mais de 800 pessoas. A ação tem como objetivo promover condições de igualdade que respeitem e valorizem a diversidade inerente a cada ser humano, através da formação nos cursos ampliando assim as possibilidades de inclusão e permanência no mercado de trabalho.

Segundo Luana Honório, intérprete de Libras e interlocutora do PSAI, a iniciativa pretende dar oportunidades para quem está fora do mercado de trabalho e integrar grupos excluídos pelo mundo corporativo.


“A atuação é para dar condições de igualdade de aprendizagem e desenvolvimento de competências para todas as pessoas. Valorizamos a diversidade e promovemos formação profissional, de forma que elas se tornem autônomas e capazes de conquistar uma oportunidade de emprego por suas potencialidades e seus próprios méritos”, completou Luana.

As ações da Firjan Senai vão além dos PCDs. Pessoas em vulnerabilidade social, público LGBT, reabilitados do INSS e, pessoas acima de 45 anos e idosos, todos com alguma dificuldade para retornar ou ingressar no mercado de trabalho, também são alvos do programa.

Na empresa em que Cintia Marques trabalha como analista de Recursos Humanos, a ELC Produtos de Segurança, os funcionários com deficiência são tratados como profissionais de valor e devem dar sua contribuição diária de esforço em busca dos resultados.


“Contamos com a força de trabalho deles, assim como de todos os nossos colaboradores para alcançarmos nossas metas. Eles se esforçam, aprendem coisas novas e nos surpreendem com a disposição em querer mais e melhor, tanto que já foram promovidos”, destacou Cintia.

Para receber os novos profissionais a empresa implementou a linguagem de brasileira de sinais (Libras) em seus treinamentos. “Os gerentes, líderes e colaboradores que atuam na mesma área que os PCDs receberam treinamentos e aprenderam a se comunicar por Libras, o que cria uma ambiente favorável para o desenvolvimento do colaborador”, conta Cintia. Lá, quatro funcionários atualmente empregados passaram pelos cursos da Firjan Senai.

“Apesar da lei que criou cotas para o ingresso nas empresas ainda é muito comum ver PCDs negando oportunidades de trabalho pela manutenção do benefício do INSS. Mas além do dinheiro há uma questão social importante, que trata da inclusão dessas pessoas mostrando que são capazes de trabalhar e conquistar seus espaços na sociedade”, lembrou Luana Honório.

A instituição é reconhecida por promover a inclusão de pessoas com deficiência na educação profissional e também utiliza ferramentas e inovações para permitir o uso pleno dos laboratórios e oficinas.


No curso para formação de operadores de empilhadeiras, por exemplo, sensores de aproximação, como os usados em carros durante a marcha à ré, foram instalados nas laterais das empilhadeiras para alunos com surdez pudessem fazer as manobras necessárias. “Em vez de usar os sinais sonoros, os surdos se guiam pelas cores emitidas num painel luminoso.


Esta simples inovação criou oportunidades de formação de novos profissionais e uma esperança de que eles conquistem um emprego”, enfatizou Luana. Firjan - Assessoria de imprensa Serrana e Centro-Sul.


Fonte Entre Rios Jornal

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