Eclipse lunar é registrado por astrofotógrafo no Sul do Rio


O eclipse lunar da madrugada desta segunda-feira (21) foi registrado por um astrofotógrafo amador em Porto Real, no Sul do Rio de Janeiro. O eclipse lunar ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão em perfeito alinhamento, e o planeta fica no centro. Em relação ao Sol, a Lua é ocultada pela Terra, ou seja, os raios solares não chegam até o satélite, e a sombra do planeta é projetada na Lua, que "escurece".


O fenômeno foi parecido com o de julho de 2018, mas pode ser observado por mais tempo em todas as cidades do país. O eclipse começou à 00h36. A fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua — teve início à 01h33. Às 03h12, o satélite esteve na fase total máxima. A fase parcial seguiu até as 04h50 e tudo terminou às 05h48.


O morador Leonardo Pires, que é publicitário e astrofotógrafo amador, fotografou o eclipse total do quintal de sua casa usando um telescópio de 6 polegadas e câmera DSLR. “Sou apaixonado por astronomia, astrofísica e fotografia e levo esse hobby muito a sério. Há seis decidi não ficar apenas restrito à observação e comecei registrá-las através da fotografia”, contou. O eclipse lunar também esteve junto de outro dois fenômenos: a Superlua e a Lua de Sangue.

A Superlua é quando a Lua está próxima de seu perigeu – ponto de sua órbita mais perto da Terra. Por isso, ela parecerá maior para quem a observa da perspectiva do nosso planeta. Já a Lua de Sangue se deve a cor avermelhada por causa de uma relação entre a proximidade da Lua com a atmosfera terrestre e os raios solares. O sol emite luzes de todas as cores, mas quando a Lua está próxima da Terra, apenas as cores de baixa frequência, como o vermelho, são refletidas da atmosfera terrestre para o nosso satélite natural, o que torna a Lua vermelha.


O próximo eclipse lunar total visível no Brasil será apenas em maio de 2022. Mas, no dia 2 julho, haverá um eclipse solar que poderá ser observado parcialmente no país. Já em 16 de julho, terá um outro eclipse lunar, só que também parcialmente.


Fonte G1

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