Brasil tem 1.128 casos confirmados do coronavírus e 18 mortes, diz ministério


O Ministério da Saúde confirmou neste sábado (21) que o Brasil soma 1.128 casos confirmados do novo coronavírus e 18 mortes pela Covid-19 . As secretarias da Saúde estaduais divulgaram durante a tarde que o número era de 1.028 pessoas contaminadas.


O último balanço da governo federal mostra que a maioria dos casos confirmados se concentra nos estados de São Paulo (459) e Rio de Janeiro (119). Dos 26 estados e do Distrito Federal, somente Roraima não tem casos confirmados.


Em entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que o governo federal não está mais divulgando o número de casos suspeitos porque a transmissão do vírus já é comunitária ou sustentada.


Isso ocorre quando não é mais possível identificar qual a origem de novas infecções e o vírus já circula livremente sem pessoas terem viajado para fora do Brasil. Essa condição, segundo a pasta, atinge todos os estados.


"Com transmissão comunitária, qualquer um pode ser um caso suspeito. Qualquer brasileiro que apresente síndrome gripal. Não tem mais nehum sentido mostrar os casos suspeitos", afirmou Gabbardo.


O secretário-executivo também reforçou as recomendações de isolamento, citando que elas valem para eventos religiosos e esportivos, e que aglomerações sejam evitadas. "As medidas de distanciamento social não são restritivas. Obviamente, temos que muitas vezes descer com animal. O que estamos pedindo é que, no momento em que forem feitas essas saídas, tomar o máximo de cuidado para evitar agloramentos de colegas na rua", disse.


Segundo Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, há 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados no Estado de São Paulo, mas ainda não há dados sobre o território nacional.


Realização de testes


Até agora, os testes para o coronavírus eram feitos somente em pessoas com sintomas graves, mas está a prevista a compra de um volume de 5 milhões de testes rápidos para serem distribuídos em todo o Brasil. Essa quantidade, de acordo com Oliveira, deve estar disponível para uso em oito dias. Nas semanas seguintes, esse número deve subir para 10 milhões.


Por enquanto, somente 27 mil testes foram distribuídos para todo o Brasil, mas não há informação sobre o número de testes realizados. "Vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o Brasil", afirmou Oliveira.


Tratamento experimental


O secretário-executivo João Gabbardo afirma que a produção dos remédios hidroxicloroquina e azitromicina pelas Forças Armadas, como anunciou mais cedo o presidente Jair Bolsonaro, já é feita no Brasil, tanto no laboratório das Forças Armadas como em instituições como a Fiocruz.


Conforme explica Gabbardo, o uso das drogas para o tratamento dos infectados pelo novo coronavírus está em fase experimental, embora estudos publicados em revistas científicas nos Estados Unidos, França e China apontem que eles podem ser eficazes no tratamento.


Não será permitida, no entanto, a retirada dos medicamentos na farmácia para tratamento do coronavírus sem receita médica, dada a gravidade dos seus efeitos colaterais. "É muito importante que as pessoas não pratiquem o automedicamento e que ele não seja utilizado para o que está descrito em sua bula", disse Wanderson Kleber de Oliveira.


Nos últimos dias, esses dois remédios sumiram de prateleiras em várias regiões do País, levando a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) a restringir a venda das drogas para pacientes com receitas pelos próximos 30 dias. A exportação também foi proibida.


Fonte Internet Group

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